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precariosinflexiveis Fevereiro 6, 2019

A campanha Empregos para o Clima defende que a Moura Fábrica Solar deve ser nacionalizada, garantindo emprego digno para os trabalhadores e energia limpa para o país.

A empresa Acciona declarou que a fábrica de painéis solares de Moura no distrito de Beja vai fechar, deixando 105 pessoas desempregadas. Acciona culpa o “mercado competitivo dominado por fabricantes chineses”. A fábrica MFS – Moura Fábrica Solar não fecha porque não faz lucro mas fecha porque não faz lucro o suficiente. Alias, a empresa já anunciou que quer “transferir a sua produção para fábricas na Ásia.”

Na era das alterações climáticas e com a urgente necessidade de descarbonização, energia não pode ser meramente um negócio para lucro. O abandono de investimento por parte da Acciona é uma oportunidade para tirar a energia dos jogos de mercado e pô-la ao serviço das populações e do planeta.

A campanha Empregos para o Clima defende que o governo deve intervir no processo, nacionalizar a fábrica e produzir painéis solares para montar nas escolas públicas e nos edifícios administrativos. Neste momento, estes edifícios públicos estão a comprar energia das empresas privadas, o que faz com que o dinheiro público sirva interesses privados. Se for pelo contrário duma empresa pública que não se foca no lucro, os painéis seriam financeiramente acessíveis e em poucos anos os edifícios tornar-se-iam energeticamente independentes, poupando custos de energia.

Os cálculos da campanha Empregos para o Clima mostram que é possível descarbonizar a indústria energética de Portugal em 15 anos, criando dezenas milhares de novos postos de trabalho. O que falta é vontade política. Situações como o fecho da MFS servem como teste da vontade dos governos.

Empregos para o Clima
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