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Precarios Inflexiveis Dezembro 21, 2016

Desde quinta-feira da semana passada que trabalhadores franceses da plataforma UBER protestam junto ao aeroporto de Paris. Os condutores, que exigem condições salariais mínimas, estão a bloquear os acessos a este aeroporto. Os protestos já se tinham feito sentir mas aumentaram de tom quando a empresa, sediada em São Francisco nos Estados Unidos, decidiu, de forma unilateral, subir as comissões de 20 para 25% por cada viagem.

Os condutores da UBER em França são trabalhadores independentes (falsos), que trabalham uma média diária de 12 a 14 horas, pagam os seus impostos, ganham cerca de 1.200€ mensais e não têm proteção social nem férias pagas. Tudo isto num país com um horário de trabalho de 35 horas semanais e onde o ordenado mínimo atinge os 1.466€. A maior parte dos condutores são jovens, de bairros desfavorecidos, que compram ou alugam automóveis e trabalham para a empresa a tempo inteiro.

Às reivindicações de melhores condições salariais os condutores queixam-se ainda de a empresa poder a qualquer momento “desligar-se” de um trabalhador por este renunciar a um serviço que não possa realizar.

A notícia do El País relembra que em outubro deste ano a justiça britânica considerou que os trabalhadores da UBER não são trabalhadores independentes mas sim trabalhadores da plataforma, com todos os direitos que daí advêm. Uma notícia que também publicamos no nosso site aqui.

Lê também:

Contra a partilha | Reportagem sobre condutores da Uber em LA , por Avi Asher-Schapiro

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