precariosinflexiveis Dezembro 3, 2013

No dia 1 de Dezembro a Oficina Precaria participou em Espanha no Dia Europeu de Acção Contra a Precariedade. As empresas de trabalho temporário (ETT) e a Randstad em particular foram o alvo da Oficina Precária. Segue a tradução da notícia da Oficina Precaria.

niprenimie

“Quando o desemprego se estabiliza nos 25% e o Governo começa a falar de recuperação económica e de criação de emprego, é ainda mais importante assinalarmos que não aceitaremos empregos de merda.

As diferentes reformas laborais aprovadas pelo PP e pelo PSOE deram armas aos empresários para que só possamos escolher entre o desemprego e a precariedade. Um quarto da população está desempregada e a grande maioria dos novos contratos são temporários, e é esse o resultado de todos os ataques que sofremos no mundo do trabalho.

Ainda que passem o tempo a repetir a mesma conversa, as que trabalhamos (ou tentamos), sabemos que não serve qualquer emprego, precisamos de empregos que nos permitam pagar as rendas, fazer as compras e poder viver as nossas vidas sem estar escravizados. Precisamos de trabalhos que nos permitam viver uma vida que mereça esse nome, trabalhos com que possamos planificar as nossas vidas e garantir o nosso desenvolvimento.

Assinalamos a Randstad porque as ETTs têm sido, desde a sua legalização, poços sem fundo de precariedade, lugares a partir dos quais se cria a excepção laboral que hoje em dia é o normal. Hoje, somos todas precárias, todas aquelas que não sabemos o que será da nossa vida se encerrarem a nossa empresa, se eliminarem o nosso posto de trabalho nos escritórios da administração, todas que podem ser mantidas sem trabalho durante meses e meses. Hoje, somos todas precárias porque temos apenas o nosso emprego para sobreviver.

Somos fortes e a nossa força está em organizarmo-nos. Juntarmo-nos todas aquelas que não têm nada para conseguir ter tudo. Isto é demonstrado por quem, lutando, muda as coisas, como as companheiras contratadas nos serviços de limpeza e de jardim do Município de Madrid. Essas, apesar de pressionadas por ETTs como esta que hoje destacamos para pararem a sua greve, conseguiram travar mais de 1000 despedimentos graças à sua união e à sua luta.
Agora estamos afogadas pela chantagem imposta pelos de cima a todas as de baixo, mas rejeitamos a resignação de ter que escolher entre o desemprego, os trabalhos de merda ou o exílio.
É indispensável outra saída da crise, que não se repercuta nos de sempre. Queremos uma saída da crise na qual os direitos sejam o guia e objectivo, e na qual construamos uma sociedade que garanta aos seus membros a saúde, educação e a habitação e, sobretudo, que garanta a vida.”
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