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precariosinflexiveis Março 1, 2016

transferirEsta segunda-feira Passos Coelho voltou a dizer que nunca tinha convidado os portugueses a emigrar, acrescentando que se estivesse no governo estaria a bombar para que a crise ficasse cada vez mais para trás”. O ex-primeiro ministro denúncia assim que ainda vive no dia 4 de outubro de 2015, antes das eleições que ditaram o fim do seu governo e comporta-se como um mitómano.

Já em 2013 Passos Coelho tinha tentado colar a tese de que não tinha mandado emigrar os portugueses, sem sucesso. Na verdade, foram vários os membros do governo anterior a mostrar a porta de saída aos portugueses, aliás o Jornal de Negócios fez uma colectânea dessas afirmações que desmentem o desmemoriado ex primeiro ministro.

Primeiro foi o secretário de Estado do Desporto a dizer em Outubro de 2011 que “se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras”. Mais tarde foi a vez de Miguel Relvas, na altura braço-direito de Passos, a afirmar em novembro de 2011 que “Quem entende que tem condições para encontrar [oportunidades] fora do seu país, num prazo mais ou menos curto, sempre com a perspectiva de poder voltar, mas que pode fortalecer a sua formação, pode conhecer outras realidades culturais, [isso] é extraordinariamente positivo”.

E finalmente em dezembro de 2011 foi a vez de Passos Coelho, que respondendo sobre o desemprego nos professores, causado pelos despedimentos que o Ministro da Educação Nuno Crato tinha feito, respondeu: podem procurar emprego em A pergunta ia direccionada: “Nos professores excedentários, o senhor primeiro-ministro aconselhá-los-ia a abandonar a sua zona de conforto e procurarem emprego noutros sítios?”. A resposta: “Angola, mas não só Angola, o Brasil também, tem uma grande necessidade ao nível do ensino básico e do ensino secundário de mão de obra qualificada e de professores.Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm nesta altura ocupação e o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos. Nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou querendo-se manter, sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado de língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”.

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