Precarios Inflexiveis Janeiro 16, 2017
Partilhamos aqui o comunicado de imprensa emitido pelo movimento de Precários do Centro Hospitalar do Oeste, anunciando os motivos para a participação da greve nacional da saúde, no próximo dia 20 de Janeiro:
Pela integração nos quadros, pela igualdade de direitos com os colegas
«Os Precários do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) vão juntar-se à greve nacional do sector da saúde, no dia 20 de Janeiro, a iniciar pelas 00h00. Com a paralisação realizada entre 25 e 27 de outubro conseguimos recuperar todas as remunerações em atraso (subsídio de férias, horas extraordinárias e serviços mínimos garantidos), mas o Conselho de Administração do CHO ainda não nos deu garantias de igualdade de tratamento com todos os nossos colegas de trabalho, nomeadamente as 35 horas de trabalho semanal, o acesso ao abono para falhas e a marcação de férias. Participamos na greve pela igualdade de tratamento com os nossos colegas e pela integração de todos os trabalhadores precários nos quadros dos hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche.

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O Governo anunciou a elaboração e a publicação de um relatório sobre a precariedade no Estado. Esse relatório já viu a divulgação adiada várias vezes. Exigimos a sua publicação, exigimos constar do relatório, exigimos que se faça justiça e sejamos diretamente integrados nos quadros destes hospitais, pois prestamos serviços essenciais ao seu funcionamento. O Ministro da Saúde já reconheceu que devíamos fazer parte dos quadros, o Conselho de Administração do CHO também. Concordaram as Câmaras Municipais de Caldas da Rainha e Torres Vedras, autarcas de várias cores e líderes partidários (Catarina Martins e Jerónimo de Sousa). Se o combate à precariedade é uma prioridade deste Governo, então não podemos ficar para trás.

Também não será por uma questão financeira, pois é público e até reconhecido pela administração do CHO que a subcontratação sai mais cara do que a contratação direta. Sabemos que o CHO poderia poupar milhões de euros por ano. Por isso, queremos respeito como profissionais e queremos que respeitem também os nossos utentes. É por tudo isto que estaremos em greve, é por tudo isto que não baixaremos os braços.»

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