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precariosinflexiveis Janeiro 27, 2017

padaria portuguesaNuno Carvalho, o patrão da Padaria Portuguesa, diz que não prestou muita atenção à polémica sobre as suas declarações sobre matérias laborais, até porque disse ao Expresso que “às 18h da tarde desligou os dados do telemóvel e foi descansar”. Ficamos contentes que Nuno Carvalho tenha tido oportunidade de descansar depois de trabalhar.

Mas o patrão da Padaria Portuguesa quis por tudo em pratos limpos: “Temos muitas pessoas que têm contratos de 40h connosco e contratos de 40h com outras entidades. E temos muitas outras com contratos de part-time noutras entidades. E as pessoas, se pudéssemos tê-las num registo de 60h, prefeririam trabalhar só connosco”. E ainda acrescentou que: “Há uma necessidade de levar mais dinheiro para casa e a lei não permite que isso aconteça só com uma entidade, a não ser por via de horas extra, que são custos absolutamente dramáticos para uma organização.”

Pois é… as pessoas querem levar mais dinheiro para casa e, por isso, muitas até têm dois trabalhos porque, precisamente, locais como a Padaria Portuguesa pagam muito mal aos seus empregados… pagam o salário mínimo.

E, lembremo-nos, esta discussão toda começou porque Nuno Carvalho achava que isso de subir o salário mínimo, é uma discussão dos políticos, mas depois lá vai assumindo que o problema são os baixos salários e os baixos salários que paga.

Percebemos bem o embaraço de Nuno Carvalho da Padaria Portuguesa, porque ontem falava como um patrão do séc. XIX ou um gangster laboral, mas hoje chegou mesmo a um novo nível: super thug life.

Ver Expresso diário aqui.

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3 thoughts on “Patrão da Padaria Portuguesa volta à carga, level: super thug life

  1. eu já não gostava da Padaria Portuguesa e agora é que não vou mesmo lá… essa pessoa não tem vergonha nenhuma na cara. É uma tristeza que haja pessoas assim neste século à frente de empresas.

  2. Este padeiro de merda devia ficar o resto da vida a amassar pão 60 horas ao dia e receber o que paga aos empregados dele. Para descanso dessem-lhe um croissant mal cozido para se embrulhar. Havia de comer o pão que o diabo amassou.

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