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precariosinflexiveis Janeiro 4, 2019

Depois de semanas a fazer greve às horas extraordinárias, os estivadores do porto de Setúbal conseguiram um acordo para acabar com a precariedade. Mas o acordo tarda em se cumprir e os abusos alargam-se aos outros portos do país e o SEAL – Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística avançou com um novo pré-aviso de greve.

Da greve dos passados meses, retiramos vários ensinamentos para a luta contra a precariedade e pelos direitos laborais:

– trabalho a mais são postos de trabalho a menos. Se constantemente é necessário o recuso a horas extraordinárias, significa que as entidades empregadoras se estão a recusar a contratar o número de pessoas necessárias para executar as tarefas correspondentes à actividade. As empresas e os serviços prestados não existem sem as pessoas que garantem cada uma das tarefas que desenvolvem. Se um empregador, privado ou público, tem intenção de produzir algo ou prestar um serviço, sabe que terá de assumir as responsabilidades sobre outras vidas;


– nada como estar acompanhada. A divisão e desconfiança entre quem trabalha no quadro das empresas e quem está em situação de precariedade é o primeiro passo para permitir a degradação das condições de trabalho. Quando trabalhadores e trabalhadoras lutam pela integração de colegas em situação precária, sabem que ficam mais fortes e mais longe de se tornar os próximos precários;


– a solidariedade faz a vitória. Por muito que à condição precária esteja associada a ideia de isolamento e medo de assumir o confronto, é quando se quebra essa condição que o conjunto dos trabalhadores e das trabalhadoras, precárias e não precárias, consegue, em conjunto, melhor comunicar com o resto da sociedade e receber dela também a solidariedade e força suficientes para resistir nos combates, acreditar na justiça das suas exigências e dar passos importantes.

Aos estivadores enviamos o nosso respeito e solidariedade.

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