Infectada: Desemprego na Europa chega a 19,2 milhões de pessoas

O continente está infectado. A austeridade leva o desemprego a níveis longínquos de qualquer memória histórica. Em cada país, em particular os intervencionados, bate recordes históricos. Neste momento a taxa de desemprego na zona Euro é de 12,1%, equivalente a 19,2 milhões de pessoas.

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O Eurostat divulgou hoje os dados de Março e para a zona euro a taxa de desemprego subiu para os 12,1%, enquanto para toda a União Europeia ficou nos 10,9%.

Os países mais afectados continuam a ser a Grécia (27,2%), a Espanha (26,7%) e Portugal (17,5%). Os dados oficiais do Eurostat chocam no entanto até com os dados oficiais dos próprios países, que indicam para Espanha um desemprego de 27,3% acima inclusivé da Grécia. Em Portugal, como se sabe, o desemprego real estará entre os 22 e os 25%. Tal como havíamos referido recentemente, a metastização da austeridade pela Europa está a fazer o desemprego disparar por toda a Europa, com o desemprego em França a atingir os 12%, com 3,2 milhões de desempregados, ou a Alemanha, que apesar de estar nos 6,9%, já atinge os 2,94 milhões de desempregados (excluindo, claro, a elevadíssima quantidade de precários e precárias).

Que a situação é gravíssima ninguém pode negar. É no entanto necessário colocar no seu devido lugar os discursos absurdos sobre a responsabilidade própria, o empreendedorismo ou os próprios artifícios de camuflagem da infecção do desemprego, como os “gestores de carreiras“. O lugar destas fantasias é no lixo, pois pertencem a uma ficção e não à realidade. O desemprego e a precariedade que o reforça são uma escolha dos governos e da troika. As políticas económicas e monetárias aplicadas só o agravarão, com todo o apoio da austeridade. O desemprego é uma ferida infectada e a austeridade é uma faca ferrugenta que escarafuncha a ferida, cada vez maior e mais purulenta.

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