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precariosinflexiveis Julho 16, 2015

10418292_805874466109939_2101114954826688558_nGigantes do fast food e dos hipermercados, como a McDonald’s e a Walmart, pagam mal aos seus trabalhadores, mesmo muito mal. Tão mal que, sabendo que os trabalhadores não conseguem viver com esses salários, são as próprias empresas a sugerir que se inscrevam nos programas sociais do Estado americano, como o medicaid ou as senhas de refeição.

Assim, depois de anos com o salário a encolher mais de metade de todo o orçamento federal para programas de apoio à pobreza vai para famílias que trabalham, a maior parte delas em full time. Ou seja, o Estado Norte americano gasta todos os anos 153 mil milhões de doláres (140 mil milhões de euros, perto do PIB português) a subsídiar as empresas que se aproveitam dos salários de miséria dos trabalhadores. É isso mesmo: um subsídio às empresas que recebem um bónus por pagar baixos salários.

Em Portugal a austeridade aumentou o risco de pobreza em 8 p.p. (17,9% em 2009 e 25,9% em 2013) e os trabalhadores pobres são cada vez mais. É necessário aumentar salários para inverter esta situação, porque, como se vê nos EUA, a ideia de subsídiar os trabalhadores pobres não é mais do que um prémio às empresas que praticam baixos salários.

Notícia aqui the washington post.

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