Opinião :: A ignorância tem asco ao conhecimento. Quando essa é a forma de organizar o trabalho…
Hoje o Público divulga em forma de números algo que já sabíamos mas que é mais do que um pequeno pormenor no meio laboral português e na forma de organização e exploração do trabalho: “A formação escolar dos empregadores portugueses é substancialmente inferior à da população empregada, e também à dos seus colegas espanhóis e à da média dos empregadores dos 27 Estados-membros da União Europeia, segundo dados relativos a 2008.“
Percebe-se assim melhor o vazio político das bandeiras de tecnologia e conhecimento de Sócrates, “Choque Tecnológico”, “Magalhães”, “Novas Oportunidades”. Estas não passam de marketing político vazio e os objectivos traçados seriam sempre falhados a partir do momento em que não são de possível e real aplicação a um tecido empresarial onde quem pode trabalhar tem qualificações, e quem manda, quem gere, não tem mais do que uma formação básica, desadequada e sem competências mínimas exigíveis.
O Estado, na mão dos governos, passou para o lado dos patrões no auxílio à exploração dos salários e das vidas dos trabalhadores como forma fundamental da organização do trabalho e da redução de custos para atingir a “competitividade”. A adaptação das empresas e da economia nacional aos “desafios” do mercado global e aberto faz-se de um acordo fortíssimo entre governos e patrões, onde a palavra de ordem dos chefes, “espertos” e self-made-mans, é de que “subiram á custa do seu esforço e trabalho” , de que “trabalham desde pequenos”, ou ainda de que os “bons hoje são muito mais valorizados pelas empresas”.
Enquanto a maioria dos patrões tiver ao alcance governos e grandes partidos que lhes permitem e facilitam o roubo dos salários, condições e vidas das pessoas que vivem do seu trabalho, a maioria das pessoas vai sempre “competir com a China”. Vamos sempre competir com a lógica dos baixos salários e por isso, directamente contra a re-organização da economia para dinamização de sectores de qualidade onde o conhecimento e a tecnologia poderiam ser factores diferenciadores.
Hoje, em Portugal, os trabalhadores são mais capazes e detêem mais conhecimento do que os patrões. São explorados pelos patrões e as condições de vida desta geração caem a pique a cada mês que passa. Fomos transformados numa geração descartável por um grupo que domina o capital e os governos e que assentaria bem na idade média. Lá como hoje, as redes de exploração atingiam o topo da hierarquia social ao mesmo tempo que desciam até aos pequenos exploradores, que decidiam quando e como queriam sobre o roubo a efectuar a cada seu pequeno explorado.
Não é possível convencer os patrões mal formados e deliquentes (porque tantos nem sequer cumprem a lei laboral) que há caminhos alternativos à exploração laboral das pessoas… eles vão ter de ser obrigados a perceber. Estamos cá para isso.
- Instrução Primária ou Ensino Secundário Inferior
- Trabalhadores 65% vs Patrões 81%
- Ensino Secundário Superior
- Trabalhadores 16% vs Patrões 10%
- Ensino Superior
- Trabalhadores 18% vs Patrões 9%
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