52 empresas faliram em cada dia de 2012 – desemprego é o custo da crise

A austeridade provocou as falências
A austeridade provocou as falências

Em 2012 o número de insolvências subiu 62% face ao ano anterior e 174% face a 2010. Foram 19 mil os casos de insolvência registados em 2012 e cerca de dois terços foram falências pessoais, o que atesta sobre o desastre social que as famílias estão a viver (notícia aqui).

Para 2013 a situação irá piorar ainda mais, de acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Judiciais (APAJ) que afirma que “Não se vislumbra razões para que haja uma diminuição [das insolvências] quer nas pessoas colectivas, quer nos particulares” (notícia aqui).

Como é óbvio, o número de falências das empresas provoca um maior desemprego e o desemprego provoca as falências pessoais, nomeadamente com a impossibilidade do pagamento dos empréstimos do crédito à habitação. O ciclo vicioso criado por Passos Coelho é imparável com este caminho.

Aliás, é de relevar que o desemprego já atingiu os 16,3% em Outubro e que isso quase ultrapassa a estimativa do Governo para o desemprego em 2013; e se atentarmos aos jovens o desemprego real já ultrapassou os 52% (notícia aqui).

Se estava tudo mal, a troika e o Governo vão tornar tudo ainda pior.

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