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precariosinflexiveis Fevereiro 1, 2016

676 Jean Claude JunkerNos últimos dias temos assistido a um braço-de-ferro entre a Comissão Europeia e o Governo de António Costa pelas metas do Orçamento de Estado para 2016. Esse combate não é pequeno, é sobre as nossas vidas, e já pôs a nu muitas das mentiras do Governo de Passos e Portas e da austeridade.

O anterior Governo do PSD/CDS-PP garantiu à troika – Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI – que os cortes nos salários e que a sobretaxa do IRS eram medidas permanentes. No entanto, em Portugal, Passos e Portas mentiam a toda a gente e ao Tribunal Constitucional dizendo que as medidas eram temporárias.

Agora, a Comissão Europeia quer que o Governo de António Costa se comprometa com as medidas que Passos e Portas lhes haviam prometido e que aprofunde a austeridade. De Berlim já veio o aviso de que a austeridade é para manter, são essas as regras da União Europeia e do Euro.

No entanto, o Governo de Costa apoiado no Parlamento por PS, Bloco de Esquerda e PCP, tem um programa que aposta na reposição de salários e de pensões para estimular o consumo interno e permitir que o crescimento económico tire Portugal da crise. Bruxelas, que hoje em dia tem na austeridade o seu único propósito, não gosta, evidentemente.

Mas se a maioria dos portugueses e das portuguesas escolheu programas eleitorais que não aprofundam a austeridade e as políticas da troika que durante 4 anos destruíram o país, então é tempo da Comissão Europeia – que não é eleita por nenhum povo – perceber o que é a democracia e deixar o governo fazer outro caminho.

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